02-02-201000
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ESTA PÁGINA É UMA HOMENAGEM AO ESCRITOR E PROFESSOR JULIO CESAR DE MELLO E SOUZA - MALBA TAHAN, E A TODOS OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO BRASIL. TEMOS O OBJETIVO DE DIFUDIR O LEGADO PEDAGÓGICO E CULTURAL DE MALBA TAHAN, ASSIM COMO O PENSAMENTO DE AMIGOS E PESQUISADORES QUE ESTUDAM SUA OBRA.
 
 
 
O dia 6 de maio é o Dia Nacional da Matemática em nosso país. Ele é consagrado ao nosso mais importante educador de matemática: Malba Tahan. Festejamos, nessa data, a matemática e o trabalho de todos que se dedicam à Educação de nossa gente.
 
 
 

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    Projeto de Lei institui o Dia Nacional da Matemática

Artigo 1o: Fica institutído o Dia Nacional da Matemática, a ser comemorado anualmente em todo território nacional no dia 6 de maio,data de nascimento do matemático, educador e escritor Malba Tahan. 
 

Artigo 2o: O Poder Executivo, por meio dos Ministérios da Educação e da Cultura, incentivará a promoção de atividades educativas e culturais alusivas à data.

Artigo 3o:Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

  Este é o Projeto de Lei 3482-2004. Aprovado por unanimidade pela Comissão de Educação e Cultura, encontra-se, desde 2008, na Comissão de Constituição e Justiça para homologação final.

Enquanto isso,o mundo gira e o dia 6 de maio é celebrado anualmente em todo país!
   
                 
 
 
 
"O homem que calculava" e muitos outros títulos de Malba Tahan, você encontra na Editora Record. Não existe autorização para o comércio de obras de Malba Tahan no formato digital. Denuncie o crime de desrespeito aos Diretos Autrorais.
 
         

A Matemática é como
uma das verdades eternas...

É preciso, ainda, não esquecer que a Matemática, além do objetivo de resolver problemas, calcular áreas e medir volumes, tem finalidades muito mais elevadas. Por ter alto valor no desenvolvimento da inteligência e do raciocínio, é a Matemática um dos caminhos mais seguros por onde podemos levar o homem a sentir o poder do pensamento, a mágica do espírito. A Matemática é, enfim, uma das verdades eternas e, como tal, produz a elevação do espírito – a mesma elevação que sentimos ao contemplar os grandes espetáculos da Natureza, através dos quais sentimos a presença de Deus, Eterno e Onipotente!
Malba Tahan, 1961.

Um mouro que
os árabes deixaram
na Península Ibérica...

Quantos séculos terão dormido no sangue deste legítimo descendente de portugueses os hormônios de sua longínqua procedência semita? Por que só agora, ao fim de tantas gerações brasileiras do mesmo ramo lusitano, surgiu, para a atividade da inteligência, este mouro que os árabes deixaram na Península Ibérica, e que de repente acorda como a princesa adormecida no bosque, ou como aquele monge que escutava o pássaro encantado, com as mesmas tendências de espírito, como se tivesse chegado ontem de Basra ou Bagdá? A esse árabe do Brasil estava destinada, todavia, a realização de um dos maiores empreendimentos das literaturas orientais porventura tentados fora do Oriente.
Humberto de Campos, 1931.

Malba Tahan - arauto, portador de uma nova mensagem.

Há 50 anos, em seu livro “Didática da Matemática”, o professor Júlio César Malba Tahan já recomendava: o jogo como situação de aprendizagem; a montagem do Laboratório de Ensino da Matemática, fornecendo mais de 70 sugestões de materiais didáticos; a utilização de paradoxos, falácias e recreações na sala de aula, com apresentação de problemas interessantes; a narração de histórias e a integração da língua materna com a linguagem matemática. Em todas essas sugestões, é visível a dimensão da atualidade das concepções de Malba Tahan. Atualidade que também está presente no teor das recomendações de 1958, quando ele propunha, no Ensino Fundamental, que se introduzissem noções de probabilidade, topologia, estatística e cálculo estimativo, além do uso da máquina de calcular. Em 1989, 30 anos depois, nos EUA, essas recomendações foram lançadas oficialmente; no Brasil, oito anos mais tarde, os nossos PCNs as contemplaram. Malba Tahan distingue-se, em suas concepções, por sua atualidade. Por isso, nele entrevemos o arauto, o portador de uma nova mensagem para a Educação Matemática.
Prof. Dr. Sérgio Lorenzato, 2004.

Ele produziu textos didáticos primorosos, praticou e inovou o ensino da Matemática...

É muito comum hoje em dia, ao participarmos de seminários, congressos e outros eventos sobre Educação Matemática, ouvirmos falar em História da Matemática, em Etnomatemática, em diferentes correntes de ensino da Matemática e em pedagogias centradas no natural interesse que a criança tem pelo lúdico e pelo histórico. A maioria dessas observações são relevantes, mas o que me surpreende é a não inclusão das obras de Malba Tahan nesses encontros – ele que foi um precursor de todas essas idéias e práticas. Malba Tahan, inclusive, enriqueceu muito um dos maiores patrimônios que as crianças carregam - o imaginário infantil - que as escolas ainda teimam em ignorar, bloqueando a criatividade dos pequeninos. Ele produziu textos didáticos primorosos, praticou e inovou muito o ensino de Matemática, enfocando temas vibrantes, como o desenvolvimento cognitivo, a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade - que encantam os especialistas de hoje e que fazem parte de muitas pesquisas, de âmbito nacional e internacional. Malba Tahan escreveu muitos livros que servem tanto para alunos como para professores, sendo o seu livro mais famoso “O homem que calculava”.(...)
Prof. Dra. Estela Kaufman Faiguelernt, 2006.

         
 
         

 

 
         

O mais célebre professor de Matemática e escritor de contos árabes do Brasil...

Durante décadas do século passado, gerações se deliciaram com as exóticas histórias de MALBA TAHAN, ou melhor, de Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan. Seus inúmeros leitores ficaram surpresos quando descobriram que Malba Tahan era uma mistificação literária do professor Julio César de Mello e Souza, um brasileiro nascido no Rio de Janeiro, em 1895, que teve sua infância na pequena cidade de Queluz, junto ao Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Malba Tahan ou Julio César de Mello e Souza é o mais célebre professor de Matemática e escritor de contos árabes de nosso país. Com 60 anos de magistério, professor criativo e excepcional, conferencista de eloquência inesquecível, sábio que influencia até os dias de hoje gerações de educadores, é considerado por cientistas e professores o precursor de uma nova pedagogia para a Matemática. Ele foi o inventor de uma forma de ensinar a difícil matéria, na qual a imaginação e a ciência caminham juntas na construção do conhecimento.
Helena Cortez, RJ, 2004.

Lembranças do tio Julio,
Malba Tahan...


Era a famosa estória do Rei Sapão, que convocou a assembleia do seu povo, para que todos julgassem seu retrato, pintado pelo coelho. Tio Julio explicava que os sapos nunca estão de acordo e dividia a criançada em dois grupos. O rei sapo perguntava: - O retrato está bom ou não? O grupo respondia: - Bom, bom, bom... e o outro: - Mau, mau, mau... Devo ou não pagar o pintor? - Paga, paga, paga... - Não paga, não paga, não paga... Como resultado dessas exclamações contraditórias, regidas em cadência pelo narrador, acabávamos parecendo mesmo um bando de sapos coaxando. Não sei quem se divertia mais: se éramos nós ou se era tio Julio, o travesso inventor da brincadeira. Não estaria ele procurando reproduzir para si mesmo a saudosa cantoria dos sapos no brejal de Queluz? (...).
Ruth Salles
Escola Rudolf Steiner, SP, 1974.

"Nesta época ainda
não existiam os PCNs..."


Malba Tahan foi
um verdadeiro mestre, que utilizava em suas aulas um modo criativo, dinâmico e instrutivo de ensinar Matemática. Um desses era o “método eclético, com o caderno controlado”, no qual os alunos desenvolviam suas atividades para posteriormente serem avaliados. Sugeria sempre aos professores, quando ministrava seus cursos, que utilizassem recursos didáticos como jogos, resolução de problemas, história da Matemática e outros.
Adorava elaborar enigmas em sala de aula para iniciar suas explicações. Incrível é que nessa época ainda não existiam os PCNs e ele já pensava e agia de modo interdisciplinar. Adotava um ensino atualizado e dinâmico. Em suas aulas, sempre intercalava os conteúdos fáceis e difíceis, o que proporcionava aos alunos compreensão e admiração (...).
Michele Pereira
Universidade de Franca, SP, 2001.

 
 
         
Ele descobre o poder da Matemática no fazer cotidiano...

É muito importante destacar que, no princípio, Julinho detestava a “ciência dos números”, mas foi na própria vida que encontrou razões para gostar muito da Matemática, tornando-se um dos maiores incentivadores dos jovens e professores. Julinho Malba Tahan descobre o poder da Matemática na oralidade de seu povo, na cultura de sua gente. Sua visão etnoantropológica, precoce, nos brinda com os deliciosos “Meu anel de sete pedras” e “Folclore da Matemática”. Interessantes, também, são os livros da série “Matemática divertida e curiosa”, e tantos outros, que mereceriam preciosas atualizações editoriais. Julinho Beremiz Samir descobre o poder da Matemática no fazer cotidiano, na alegria de aprender Matemática fazendo. Em “Didática da Matemática”, encontramos orientações detalhadas de como implantar nas escolas os Laboratórios de Matemática, sabidamente indispensáveis à boa formação nessa ciência de múltiplas aplicações em nossa vida. Julinho de Mello e Souza descobre o poder da Matemática nas atividades lúdicas, nos jogos infantis, nas brincadeiras, nas lendas... Júlio César de Mello e Souza vê Matemática nas cantigas de roda, na poesia, na literatura benfeita... Sua obra faz, com maestria, a integração da Matemática e da Língua Portuguesa... e isso já é fabuloso para os princípios de uma educação moderna, avançada... muito, muito antes dos preceitos destes nossos tempos. Júlio César de Mello e Souza descobre Malba Tahan e nós, com reverência, agradecemos a Allah, Deus de todos os homens e de todas as nações, o presente recebido dos céus: o brasileiríssimo “O homem que calculava”! (...)
Prof. Waldfemar Vello, 2006.
Uma boa explicação
para o nome Malba Tahan...


Assim, resolveu cria
r a personagem Malba Tahan (em árabe, com agá aspirado), com que se tornou célebre. Foi um nome apropriado, pois os árabes são famosos pelos seus contadores de histórias. Para o sobrenome, inspirou-se no nome de uma de suas alunas: Maria Zachsuk Tahan. Tahan significa “moleiro”, “aquele que prepara o trigo”. Quanto a “Malba”, filósofos e arabistas não são unânimes sobre o seu significado. Segundo Niebuhr (Description de I´Arabie, Paris, 1756, v. II, p. 304), teria havido no Iêmen (Arábia) um pequeno oásis de nome Malbher ou Mabher, e daí, a origem do nome Malba. Para o professor Jean Achar, o nome do oásis seria Malbhe. Por sua vez, o professor Ragy Basile diz que Malba é uma palavra de origem persa. Segundo o professor Jamil Safady, o significado de Malba seria “aprisco”. Para o poeta libanês Assad Bittar, Malba, em árabe, designa a raiz de uma planta da família das marantáceas, de que se extrai uma farinha alimentícia. Por fim, aceitou-se, habitualmente, traduzir Malba Tahan como “o moleiro de Malba" (...).
Maria Theresa Cavalheiro
Leitura, SP, 9/1991.
Tinha sido um verdadeiro mestre, ensinando Matemática com uma didática toda sua...

Como professor, tinha sido o verdadeiro mestre, ensinando matemática com uma didática toda sua, tornando fácil o que parecia confuso, incentivando vocações, formando professores. Como escritor, orientalista ou não, sempre procurou educar. Era generoso e dizia francamente que, na sua opinião, o pecado mais odiento era a avareza, a falta de caridade, de amor ao próximo. No Natal de 1973, enviou-me uma oração intitulada “Prece de um homem ao nascer do ano novo.” Essa oração, transcrita do livro “A Sabedoria de Esrael” (vol. V), traduz realmente o movimento de ascensão de uma alma, a busca de uma força espiritual, o desejo de “subir a rampa que leva à serenidade de Deus”, no dizer de Saint-Exupery. Essa força e esse desejo, latentes dentro dele, foram presenças contates em sua alma. Talvez muitos amigos e admiradores pensem nele apenas como Malba Tahan, alegre, amável e divertido. Ele era realmente tudo isso e muito mais: era bom e humilde de coração.
Julieta de Mello e Souza, 1974.
 
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